A hipertensão arterial é uma das condições crônicas mais comuns entre os brasileiros. Mas o que muita gente ainda não sabe é que a pressão arterial descontrolada não afeta apenas o sistema cardiovascular. Estudos recentes mostram uma relação importante entre a hipertensão e o declínio cognitivo, inclusive formas mais graves, como a demência.
De acordo com estudos recentes, como o publicado pela revista científica Neurology, manter a pressão arterial sob controle pode reduzir significativamente o risco de desenvolver demência.
Mas por que isso acontece?
O cérebro é um dos órgãos mais sensíveis às variações da pressão arterial. Quando a pressão está constantemente elevada ou sofre picos frequentes, os vasos sanguíneos que irrigam as regiões cerebrais essenciais podem ser danificados ao longo do tempo. Isso reduz a oxigenação e favorece o acúmulo de lesões que comprometem a memória, o raciocínio e outras funções cognitivas.
Além disso, a pressão arterial irregular também está associada a maior risco de declínio cognitivo acelerado. Essas variações podem prejudicar os pequenos vasos cerebrais e contribuir para o desenvolvimento de alterações típicas da demência vascular. Por isso, é fundamental monitorar e controlar não apenas a pressão alta mas também a estabilidade dos níveis pressóricos para proteger a saúde do cérebro a longo prazo.
A boa notícia é que esse cenário pode ser evitado. O controle da pressão arterial, por meio de acompanhamento médico, do uso de medicação adequada e das mudanças no estilo de vida, é uma ferramenta poderosa para proteger o cérebro.
Confira algumas ações que ajudam a manter os níveis da pressão arterial sob controle e, de quebra, beneficiam a saúde cognitiva:
- Reduzir o consumo de sal, alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas;
- Praticar atividade física regularmente, mesmo que de forma leve;
- Gerenciar o estresse cotidiano, por meio de apoio psicológico, meditação ou outras estratégias de relaxamento;
- Tomar os medicamentos conforme a orientação do profissional de saúde;
- Fazer acompanhamento periódico com cardiologista e/ou neurologista.
Lembre-se de que essas dicas são apenas orientações gerais sobre cuidados com a saúde. Conte sempre com o auxílio do profissional de saúde de sua confiança para desenvolver um plano de cuidados individualizado.
Fontes: